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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Orgulho da seleção

A derrota para a Espanha nas semi-finais da Copa do Mundo da África do Sul deixou os torcedores da nationalelf tristes.

A Alemanha jogou o futebol mais bonito da Copa, mas não conseguiu superar a eficiência espanhola. Uma equipe mais organizada e que por jogar há muito tempo junto, foi superior e mereceu a vitória.

Na disputa do terceiro lugar, Alemanha e Uruguai lutaram para vencer, mas tiveram que se esforçar ainda mais para superar o desânimo de um jogo que pouco valia. A vitória alemã ratificou a idéia que a Alemanha poderia ter ido mais longe na competição.

Mas vamos esquecer o resultado final. O mais importante nesta Copa do Mundo foi para os torcedores alemães foi ver uma equipe jovem, com muito talento e que jogou o futebol mais vistoso da competição.

Se lembrarmos da Copa de 2006, a situação foi parecida, mas aquela seleção jogava em casa, o que deu uma motivação extra para a equipe.

Agora a Alemanha tem que mirar o título da Euro 2012. A conquista da segunda competição mais importante entre seleções dará a equipe um título importante e a experiência necessária para vencer a Copa de 2014.

Com um elenco tão jovem e com uma safra de jovens talentos tão farta, Low tem tudo para continuar a dar alegria aos torcedores da nationalelf.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ballack fora. E agora?

Michael Ballack, capitão da seleção alemã e considerado melhor jogador do país nos últimos anos, está fora da Copa do Mundo.

Ballack é o único jogador da nationalelf que joga fora do país e é também o mais experiente do grupo. Fica a dúvida do que será da campanha dos comandados do técnico Joachim Low sem seu capitão, mas diferente da maioria não considero que a Alemanha terá uma grande perda sem seu principal astro.

Há tempos Ballack não demonstra o futebol que o levou a ser um dos melhores jogadores do mundo. O última grande momento do jogador foi na Eurocopa de 2008, depois disso, cada vez mais burocrático, pouco o jogador acrescentou a seleção da Alemanha.

Não resta dúvida que a experiência do jogador e sua liderança em campo farão falta para a Alemanha, mas acredito que no jogo em si, a Alemanha tem tudo para superar essa perda.

Ballack vinha jogando cada vez mais recuado na seleção, praticamente como primeiro volante. Com Schweisteiger também jogando como volante, a Alemanha acabava por ter um meio campo defensivo pouco marcador.

Com a saída de Ballack, Low terá que utilizar um volante mais marcador na posição. Aparentemente o escolhido será Khedira do Stuttgart, já que Rolfes está fora por contusão e Frings teve problemas disciplinares com o técnico da seleção.

Essa situação deixará a Alemanha mais compacta e isso deve dar mais liberdade para os bons meias da seleção produzirem jogadas ofensivas.

Frings é o único volante alemão com experiência suficiente para encarar grandes partidas, mas com o jogador do Werder Bremen já descartado pela comissão técnica, Low terá que torcer o jovem Khedira entrar e jogar bem.

Resta saber se a pouca ou quase nenhuma experiência de Khedira não pesará a partir das oitavas de final da competição.

O novo capitão
Com Ballack fora, fica a dúvida de quem será o capitão da nationalelf na Copa do Mundo. Como Klose não deve ser titular da seleção, Bastian Schweinsteiger deve ser o escolhido de Low para levar a braçadeira da jovem seleção alemã.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O fim da “Família Low”

Antes da Copa do Mundo de 2006 a seleção alemã estava arrasada. Péssimos resultados amedrontavam a torcida alemã que já temia a desclassificação da nationalelf logo na primeira fase em uma Copa realizada em seu próprio país.

A dupla Klinsmann/Low uniu os jogadores. Criou-se uma equipe que jogava mais com o coração do que propriamente com habilidade e esquema tático. Era formada ali a “Família Low”.

O plano funcionou. A Alemanha fez uma ótima Copa do Mundo, foi a seleção que apresentou o melhor futebol da competição e poderia até ter conseguido o tão sonhado tetra campeonato.

Após a saída de Klinsmann, Low continuou com a mesma tática. Unir os jogadores em um grupinho onde a capacidade e momento do jogador são colocados em segundo plano. Um grupinho em que a lealdade a uma comissão técnica era a melhor arma que um atleta poderia ter para garantir convocações futuras.

Da seleção de 2006, apenas Kahn e Nowotny (aposentados) e Huth, Schneider e Kehl (quase sempre contundidos) não eram mais chamados, o resto eram sempre os mesmos jogadores.

Antes do início da Eurocopa, Joachim Low fez uma cena para a imprensa e para a torcida alemã. Convocou jovens jogadores para a seleção. A torcida se animou vendo a seleção, depois de muito tempo, abrindo espaço para Marko Marin, Patrick Helmes, Jermaine Jones entre outros.

Apenas jogo de cena, na hora da definição Low preferiu levar jogadores do nível de Odonkor, Neuville, Metzelder. Jogadores de qualidade duvidosa e que há tempos não apresentam um futebol minimamente convincente.

E não é que funcionou?! A Alemanha foi muito bem nas eliminatórias européias e foi vice-campeã do torneio.

Mas é claro que essa paz e essa falsa amizade entre os jogadores e o técnico um dia ia acabar.

A primeira demonstração que as coisas não iam bem foi quando o teoricamente segundo goleiro da seleção, Timo Hildebrand, não foi chamado para a Eurocopa.

Timo não aceitou o desprezo de Low que nem o ligou comunicando que ele não seria um dos três goleiros da seleção na Euro. O goleiro se considerou traído pelo técnico e não era para menos, afinal para ele Low teria traído um dos jogadores da “Família Low”.

Depois disso foi a vez de Kevin Kuranyi se revoltar. O jogador nascido no Brasil não entendia porque era sempre convocado para a seleção, mas invariavelmente era a quarta ou quinta opção no ataque.

Não sabia o pobre jogador que sua convocação era apenas para agradar os torcedores do Norte e que o atacante do Schalke 04 nunca esteve no plano do técnico.

Independente da duvidosa qualidade técnica de Kuranyi, ser usado apenas para agradar parte da torcida alemã não era uma atitude digna para um técnico de seleção.

Quando mais uma vez não ficou nem no banco de reservas, Kuranyi abandonou a seleção causando um grande mal estar para o elenco. A atitude de Kuranyi era apenas o começo dos problemas de Low...

Para justificar o porque nunca mais Kuranyi seria convocado para a seleção alemã, Low disse que o atacante deveria ter a postura parecida com a de Frings, que ficou no banco de reservas dois jogos e não reclamou da situação.

Dias depois Frings avisou via imprensa que não aceitava mais ficar no banco de reservas e que Low faltou com o respeito com ele, afinal segundo o jogador, ele não “merecia a reserva”.

Nesse momento a máscara caiu de vez. O que é “não merecer” ser reserva? Que acordo alguns jogadores acham que tem com o técnico alemão?

Ballack, outro importante jogador da “Família Low”, ficou do lado do companheiro Frings, exigindo explicações do técnico alemão.

Low ameaça não mais convocar os dois jogadores se eles não se desculparem, mas aparentemente os jogadores não estão interessados no perdão do técnico alemão.

Joachim Low tem agora a grande chance de formar uma seleção baseada na qualidade técnica dos jogadores e da fase do atleta no momento da convocação.

Se usar esses critérios, Frings, Ballack, Metzelder, Friedrich e outros queridinhos ficarão um bom tempo longe da seleção.

O quanto a Alemanha ganhará com essa atitude só um tempo mostrará.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Comendo pelas beiradas

No início da temporada era quase unânime a opinião que Bayern de Munique e Hamburgo lutariam pelo título da Bundesliga.

Schalke 04, Stuttgart, Leverkusen e o próprio Werder Bremen corriam por fora, aparentemente lutando pela terceira vaga para a Copa dos Campeões.

Depois de cinco rodadas já se percebe que a história pode ser bem diferente nesta temporada.

O Schalke 04 que pouco contratou, mas tem uma equipe bem equilibrada, principalmente pela excelente fase do volante Westermann, é o líder da competição com três vitórias e dois empates.

O Stuttgart foi outra equipe que pouco contratou. Segurar o atacante Gomez, que tinha muitas propostas para deixar a equipe, foi seu grande mérito.

Com Lehmann em grande fase, Hitzlsperger cada vez mais se firmando como um dos principais meias da Bundesliga e com Gomez marcando gols com freqüência, os schwabens já ocupam a terceira posição, um ponto atrás do líder Schalke 04.

Outro grande que poucos acreditavam que faria grande temporada é o Bayer Leverkusen. Mesmo as contratações de Renato Augusto e Helmes não foram suficientes para dar ao time das aspirinas mais crédito perante aos críticos.

Mas mesmo com alguns tropeços fruto da inexperiência de alguns jogadores, o Bayer vem impressionando. Em quinto com nove pontos, o que mais chama a atenção na equipe são as ótimas atuações de quatro jogadores.

Helmes e Kiessling estão totalmente entrosados e já somam nove gols. Renato Augusto é outro destaque da equipe. Junto com o capitão Rolfes, e o próprio Helmes, o ex-jogador do Flamengo é considerado o terceiro melhor jogador da Bundesliga até o momento.

Com esses jovens jogadores em ótima fase é possível acreditar que o Leverkusen possa em breve chegar a liderança da Bundesliga.

Menos conhecidos, mas também entre os primeiros da Bundesliga estão o caçula Hoffenheim e o Wolfsburg.

O Hoffenheim que chegou a estar em primeiro lugar na competição, agora é o vice-líder. Os destaques da equipe são o artilheiro da competição Ibisevic e o brasileiro Luiz Gustavo. Também merece destaque o jovem lateral Beck, que o Stuttgart inexplicavelmente liberou ao fim da última temporada.

O Wolfsburg não tem nenhum grande destaque individual, mas aparentemente o técnico Felix Magath conseguiu acertar a defesa da equipe e tem em Grafite a certeza de gols no ataque.

Apesar de ocupar a sexta posição na tabela, o Wolfsburg é, junto com o Schalke 04, as únicas equipes invictas na competição.

Cabe agora ao Bayern de Munique e ao Hamburgo demonstrarem que a combinação de bons elencos e muito dinheiro em caixa é suficiente para garantir um título nacional.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Trochowski enfim encontra seu espaço na seleção

Desde o fim da última Copa do Mundo, a Alemanha encontra grande dificuldade para formar seu meio campo ofensivo. Schweinsteiger, titular absoluto, teve vários companheiros durante esses dois anos, mas nenhum conseguiu se firmar na seleção.

Com Schneider quase sempre machucado e chegando ao fim de sua carreira, o técnico Joachim Low testou vários jogadores na posição. Fritz, Odonkor e Podolski foram os que tiveram mais chances, mas nenhum verdadeiramente conseguiu convencer como armador da seleção.

No jogo contra Liechtenstein o técnico alemão finalmente deu chance a um jogador que não estava entre os 23 da última Copa do Mundo. Piotr Trochowski há tempos já demonstrava que poderia ser o homem certo para a posição.

O jogador formado nas categorias de base do Bayern de Munique tem um chute venenoso de fora da área e tem uma grande facilidade no passe.

Titular absoluto do Hamburgo, Trochowski não teve dificuldades até agora em substituir van der Vaart na armação de jogadas do Hamburgo.

Com estilo parecido com ex-jogador da seleção alemã Thomas Hassler, Trochowski tem tudo assumir de vez a posição de titular da nationalelf.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Um futuro brilhante para a Alemanha

Depois das fracas atuações alemãs na Copa de 1998, na EuroCopa de 2000 e 2004, muito foi dito sobre a fraca geração alemã, e que a Alemanha estava fadada a se tornar uma equipe mediana da Europa.

Felizmente a DFB agiu rápido e com a ajuda dos times, ficou resolvido que deveria se investir nas categorias de base das equipes alemãs o mais rápido possível.

Um das primeiras medidas tomadas pela DFB foi impedir que os jogadores alemães com origem estrangeira fossem discriminados dentro do seu próprio clube. Ações como essas, fizeram com que jogadores Mario Gomez, Castro, Ozil, Podolski entre outros, decidissem defender a seleção alemã.

Outras ações estimulando a formação dos jogadores no próprio país, ao invés de contratar jovens jogadores e outras nações já trouxeram bons resultados para a Alemanha.

Ano passado, a Alemanha ficou em terceiro lugar no Mundial sub-17, tendo ainda Toni Kroos sido eleito o craque do torneio.

Neste último sábado a Alemanha deu mais uma demonstração da sua força. A nationalelf venceu todos os seus jogos no torneio e venceu a EuroCopa sub-19 com certa facilidade.

É impressionante a quantidade de jovens talentos que surgiram no futebol alemão nos últimos anos. Vamos aqui passar o nome de alguns deles, provavelmente ouviremos falar muitos deles nos próximos anos. Considerarei nessa pequena lista jogadores com no máximo 22 anos.

SUB-22

Andreas Beck
21 anos
Stuttgart
Esse jovem lateral do Stuttgart teve boas atuações pela equipe na última temporada. Claramente ainda em formação, tem tudo para evoluir rapidamente em uma equipe como o Stuttgart que sempre dá espaço para os jovens talentos.

Sami Khedira
21 anos
Stuttgart

Apesar da idade, deixou de ser uma promessa há duas temporadas. Foi um dos principais jogadores dos schwabens no título alemão conquistado na temporada 2006/2007.

Rouwen Hennings
20 anos
Osnabruck
É uma das maiores esperanças do futebol alemão. Pela seleção alemã sub-21 fez 13 gols e tem tudo para em breve estar vestindo a camisa de uma grande equipe alemã.

Marcel Heller
22 anos
Eintracht Frankfurt
Já há mais de dois anos na equipe professional do Frankfurt, Heller teve um início muito promissor, infelizmente várias contusões fizeram que o jogador perde-se quase toda a última temporada. Pela sub-21 marcou outro 3 gols.

Ben-Hatira
19 anos
Hamburgo
Nascido em Berlim, o jovem jogador do Hamburgo vem sendo lançado aos poucos na equipe principal do HSV. Com a possível saída de van der Vaart, o meia-ofensivo tem tudo para brilhar pela equipe do Norte.

SUB-19

Ron-Robert Zieler
19 anos
Manchester United

O jovem goleiro formado pelo Colônia não teve muito tempo para jogar pela equipe alemã. Rapidamente olheiros do Manchester o levaram para a grande equipe inglesa. Jogando pelo time B dos diabos, Zieles tem tudo para em dois anos assumir a camisa número 1 da equipe inglesa.

Lars Bender
19 anos
1860 Munique
O jogador de meio-campo do segundo time de Munique já é rodado. Só pra se ter uma idéia já atuou 41 partidas pela equipe do 1860. A forte marcação é o ótimo chute de fora da área são as armas de Bender.

Timo Gebhart
19 anos
1860 Munique
Gebhart foi o maior destaque da equipe alemã no mundial sub-19. Meio-campo habilidoso, criou as melhores jogadas da equipe no torneio. Pelo 1860 Munique já atuou 21 vezes. Tem tudo para ser o principal jogador alemão no Mundial Sub-20 ano que vem.

Deniz Naki
19 anos
Bayer Leverkusen
Habilidoso e muito rápido, Naki foi um dos destaques da equipe sub-19 na Euro. Apesar das boas atuações, Naki ainda ficará mais uma temporada no time B do time das aspirinas.

Richard Sukuta-Pasu
18 anos
Bayer Leverkusen
O atacante Sukuta-Pasu foi um dos destaques da Alemanha no Mundial sub-17 e agora também brilhou na Euro sub-19. Essas boas atuações levaram o jogador ao time principal do Bayer. A disputa por uma vaga como titular será difícil, mas não duvidem da capacidade do forte atacante de 1,88 e 88 kilos.

SUB-17

Felix Kroos
17 anos
Hansa Rostock

Irmão mais novo de Toni Kroos, o jovem meio-campista alemão parece ter talento parecido com o do irmão mais velhos. É o destaque da nova equipe sub-17 onde marcou 6 gols em 10 jogos.

Outros jogadores a serem observados:
Mario Erb – Bayern de Munique
Nils Teixeira – Bayer Leverkusen
Kevin Wolze – Wolfsburg
Dennis Diekmeier – Werder Bremen
Marcel Risse – Bayer Leverkusen
Savio Nsereko - Brescia
Denis Aogo – Freiburg
Mats Hummels – Borussia Dortmund
Baris Osbek – Galatasaray
Kevin Schindler

Observação:
Toni Kroos, 18 anos, do Bayern de Munique, Manuel Neuer, 22 anos, do Schalke 04 e Marko Marin, 19 anos, do Borussia M´gladbach, por já serem grandes estrelas em seus times, não foram colocados nesta lista de promessas.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Podolski no meio campo

O técnico Joachim Low parece estar disposto a corrigir os seguidos erros que cometeu na preparação alemã para a Eurocopa.

Durante dois anos, Low tentou sem sucesso armar a equipe com apenas um meia ofensivo.

Schweinsteiger fazia a função pela esquerda, mas ao seu lado as tentativas de Fritz, Odonkor e até Lahm em determinado momento, nunca deram resultado.

Ballack, cada vez mais lento e defensivo, não pode mais atuar na função. Cabe ao capitão dividir o setor de marcação da equipe com Frings.

A contusão do veterano Schneider, deixou Low com poucas opções para o setor ofensivo. Hitzlsperger, Borowski e Rolfes tem características muito mais defensivas.

Sobrou ao técnico alemão o bom jogador do Hamburgo, Trochowski, e o talentoso Marko Marin, do M´Gladbach. Trochowski até jogou bem na função, mas parece não ter convencido o técnico alemão. Marin, em sua única chance na seleção, fez boa partida, mas foi descartado pelo técnico em uma convocação de cartas marcadas.

A seis dias da estréia a Alemanha busca uma solução urgente. Aparentemente Low deve colcocar o atacante Lukas Podolski na função de meia esquerda, deslocando Schweinsteiger para a direita.

Poldi, já atuou nessa função na própria seleção e pode resolver o problema do técnico da nationalelf.

“Normalmente ele joga no ataque, mas ele pode sim atuar pelo meio campo. É mais uma opção que temos”, afirmou Low.

A escalação de Podolski no meio campo pode resolver até outro problema na equipe. Sem Poldi pela briga no ataque o caminho de Gomez, melhor atacante alemão na atualidade, fica livre para formar uma poderosa dupla com Klose.

Joachim Low tentará agora corrigir os erros que cometeu durante dois anos de preparação. Se uma atitude desesperada como essa der certo, será chamado de gênio. Assim é a vida de treinador.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Qual o nível do futebol alemão?

A derrota do Bayern de Munique frente ao Zenit da Rússia coloca em cheque a atual situação do futebol alemão.

Já é sabido que há anos o Bayern de Munique é a equipe mais forte da Alemanha. Os bávaros durante anos mascararam a atual situação do futebol alemão perante aos outros grandes centros do futebol europeu.

Era comum ver o Bayern entre os melhores da Europa, isso acabava por sugerir que o campeonato alemão era um dos melhores e mais fortes da Europa.

Mas as últimas temporadas do Bayern e das outras equipes alemãs começam a desmentir essa teoria.

É fácil perceber isso quando olhamos as últimas participações alemãs na Liga dos Campeões da Europa. Nenhuma equipe alemã consegue representar dignamente a história do futebol alemão. Não raro, acabam por ser o saco de pancadas de seus grupos e caem logo na primeira fase.

O Bayern de Munique, que normalmente fugia a essa regra, parece ter se apequenado. Em vez de puxar as outras equipes alemãs para um nível mais alto, preferiu ele se rebaixar e se tornar uma equipe mediana no cenário europeu.

Jogando a Copa da Uefa, um torneio de qualidade duvidosa, a campanha do Bayern de Munique foi desastrosa. Em doze partidas o Bayern venceu apenas quatro, empatou seis e perdeu duas. Muito pouco para equipe que sonha voltar a vencer a Liga dos Campeões da Europa.

Ninguém tem dúvidas da beleza dos estádios alemães, da organização da Bundesliga e principalmente da força da apaixonada torcida alemã, que faz com que o campeonato alemão tenha a melhor média de público de todo o mundo.

Mas o futebol alemão precisa mais do que isso. Precisa representar o futebol alemão da mesma maneira que a seleção o faz. Ao contrário dos clubes, a seleção alemã é respeitada em todo o mundo. Sempre que entra em uma competição, todos sabem que os alemães devem chegar as finais.

É isso que queremos dos clubes alemães. Os dirigentes das equipes na Alemanha precisam repensar sua política de contratações e suas metas para a temporada.

Não se pode fazer como o Stuttgart, que ao ganhar um título da Bundesliga, achou que não precisava de mais nada, que tinha uma equipe com um bom nível e estava preparado para fazer um bom papel na LC.

O resultado desse pensamento foi a humilhante campanha na competição européia. Se não fosse uma vitória contra o Glasgow Rangers na penúltima rodada, o schwabens teriam sido eliminados da competição sem marcar um único ponto.

A frase esta semana do lateral Philipp Lahm ilustra bem a atual situação do futebol alemão. “Decidi sair do Bayern de Munique porque meu objetivo é jogar por um grande clube e vencer a Liga dos Campeões”.

Continuarei assistindo o futebol alemão porque é uma grande paixão para mim e não serão essas más campanhas no cenário europeu que mudarão isso, mas espero por tempos melhores para as equipes alemãs frente as outras grandes equipes da Europa.

segunda-feira, 31 de março de 2008

O melhor goleiro da Alemanha

Faltam menos de 70 dias para o início da Euro 2008 e a Alemanha vive o mesmo problema que vivia dias antes do início da Copa do Mundo de 2006. A dúvida de quem seria o melhor goleiro do país.

É incontestável a qualidade dos goleiros alemães na história do futebol. Mesmo nas piores fases do futebol alemão, a posição “de confiança do técnico” nunca foi problema para a nationalelf.

Inexplicavelmente nenhum dos três goleiros pré-convocados para a Eurocopa são os preferidos dos torcedores alemães. Enquanto Joachim Low confia no reserva do Arsenal Jens Lehmann, e nos razoáveis Timo Hildebrand e Robert Enke, os torcedores alemães na sua maioria preferem os jovens Adler e Neuer.

O técnico alemão e seu assistente Kopke, goleiro titular da Alemanha na Copa de 1998, ainda dizem que ainda há uma vaga em aberto no gol alemão. A declaração da comissão técnica dá esperanças para os dois jovens goleiros alemães, mas quem seria então o melhor goleiro alemão na atualidade?

Na minha opinião, o melhor goleiro alemão na atualidade é Oliver Kahn, mesmo que o goleiro já tenha abandonado a seleção alemã após a última Copa do Mundo.

Em seu último ano como profissional King Kahn vem fazendo uma temporada que beira a perfeição. É quase impossível lembrar uma falha do goleiro em algum jogo da Bundesliga ou da Copa da Uefa. E mais, Kahn jogo a jogo vem fazendo defesas que vem salvando a equipe da Baviera de levar gols.

Provavelmente Kahn não conseguiria repetir essa performance por mais um ano. O mais provável é que o goleiro alemão queira encerrar a carreira em grande estilo, com títulos e grandes apresentações, por isso voltou a fazer atuações que lembram os melhores momentos do goleiro da seleção alemã da Copa de 2002.

A cada grande defesa de Olli na atual temporada, fico triste, é como se soubesse que a cada fim de semana está mais próxima a despedida do grande goleiro alemão.

Faltam oito rodadas para o fim da atual temporada da Bundesliga. Serão oito oportunidades para assistirmos as grandes atuações de Oliver Kahn.

Quando Kahn encerrar a carreira que se abra novamente a discussão de quem é o melhor goleiro da Alemanha e portanto quem deve ser o titular na Eurocopa.

Enquanto a atual temporada não terminar, para mim uma coisa é certa. O melhor goleiro da Alemanha na atualidade não será o "camisa 1" da nationalelf na Euro 2008.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

As decepções alemãs

Muito se falam dos jovens talentos alemães que vem aparecendo nos últimos anos. Realmente a Alemanha vem mudando. Depois de tenebrosos anos entre a fantástica geração de 1990, campeã do mundo, e a geração de 2000, eliminada vergonhosamente na primeira fase da Eurocopa, a Alemanha começou a dar mais atenção as categorias de base o que fez com que o futebol alemão voltasse a ter grandes promessas.

Essa mudança de comportamento começou com os clubes, que cansados de investir em inúmeros jogadores estrangeiros de talento duvidoso e rendimento abaixo do esperado passaram a dar mais atenção a categoria de base das equipes.

A seleção alemão também teve seu papel. Ruud Voeller, quando técnico da seleção, foi o primeiro a dar chance aos jovens jogadores. Mesmo com o sucesso na Copa de 2002 o técnico acabou sendo demitido após a fraca campanha na Euro 2004. Para sorte da Alemanha, Klinsmann continuou o processo de renovação da seleção alemã.

Exemplos de sucesso como Lukas Podolski, Philipp Lahm, Mario Gomez, Mertesacker, Toni Kroos, Christian Pander e Gonzalo Castro não faltam.

Infelizmente há também algumas decepções. Jogadores que depois de serem consideradas grandes promessas, acabaram com o passar dos anos a se tornarem jogadores medianos, muitos desses, até reservas em seus clubes.

Vamos mostrar alguns exemplos desses jogadores, sempre é claro, com a esperança que comecem a demonstrar o futebol que tanto se esperou deles no início de suas carreiras.

Tim Borowski, 27 anos
Clube: Werder Bremen

Tim Borowski, formado pelas categorias de base do Werder Bremen, é um jogador teoricamente completo. Marca muito bem e tem grande capacidade de organizar jogadas no meio campo.

O meio-campista sempre foi muito efetivo quando chegava ao ataque, seus chutes de fora da área e sua qualidade nas bolas aéreas fizeram ele ser escolhido como uma das grandes revelações do futebol europeu pela revista World Soccer.

Infelizmente com o passar dos anos Borowski foi perdendo seu potencial. Só para se ter uma idéia vamos analisar os gols marcados por Borowski nas últimas temporadas:
2004/2005 – 7 gols, 2005/2006 – 10 gols, 2006/2007 – 2 gols, 2007/2008 – nenhum gol marcado

Esses números demonstram claramente a situação de Borowski que não raramente não é relacionado como titular do Werder Bremen na temporada. A mudança para o Bayern de Munique na próxima temporada pode ser a última chance de Borowski se tornar um grande jogador do futebol alemão.

Tobias Rau, 26 anos
Clube: Arminia Bielefeld


O que dizer Tobias Rau? O jogador que começou sua carreira profissional no Wolfsburg foi considerado um dos mais promissores laterais alemães no começo de 2000. Rau simplesmente foi escolhido por Andreas Brehme, lateral esqueda da seleção alemão de 1990 e 1994, o seu sucessor na seleção alemã.

As boas atuações pelo Wolfsburg e comentários como o de Brehme, levaram o jogador em 2003 para o poderoso Bayern de Munique. Com Lizarazu machucado, Rau teve todas as chances de comprovar tudo que se esperava dele.

Infelizmente isso não aconteceu, e depois de duas temporadas inteiras na reserva, Uli Hoeness com toda sua delicadeza disse a Rau para procurar outra equipe, pois ele não tinha futebol para jogar nos gigantes da Baviera.

Contratado pelo Bielefeld a três temporadas, Rau continua a decepcionar e amarga a reserva da pequena equipe alemã.

Sebastian Kehl, 27 anos
Clube: Borussia Dortmund


Sebastian Kehl surgiu para o futebol na pequena equipe do Freiburg. Depois de duas ótimas temporadas o jogador foi disputado por Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Werder Bremen.

Depois de grande disputa, o Borussia Dortmund conseguiu contratar o jogador que era chamado na época de “o novo Beckenbauer”.

Kehl até que foi bem nas suas duas primeiras temporadas. Depois disso, seguidas contusões atrapalharam o volante que jogou a última Copa do Mundo. Não se pode dizer que Kehl é um jogador ruim, mas infelizmente ele ficou muito longe do que se esperava dele no início de sua carreira.

Após a última Copa do Mundo, Kehl nunca mais foi chamado para defender a seleção alemã.

Andreas Gorlitz, 25 anos
Clube: Karlsruher


Depois de uma excelente temporada 2003/2004 pelo Munique 1860, o lateral direito Andreas Gorlitz foi contratado pelo rival Bayern de Munique.

No Bayern o garoto foi muito bem em sua primeira temporada. Infelizmente uma lesão no joelho o afastou dos gramados por dois anos. Em sua volta a equipe no começo de 2007 não foi bem. A equipe de Munique preferiu emprestá-lo para o Karlsruher.

Em sua primeira temporada pela equipe do Karlsruher, Gorlitz vem fazendo uma boa campanha, mas ainda muito longe de tudo que se esperava dele.

Christian Tiffert, 25 anos
Clube: Duisburg

Poucos podiam imaginar que o jovem de 19 anos que foi titular do Stuttgart por quatro anos hoje estaria em uma lista de grandes decepções do futebol alemão. Tiffert, um meia atacante rápido e com bons dribles, fez parte da grande geração do Stuttgart treinada por Felix Magath.

Junto com Kuranyi, Lahm, Hinckel e Hleb era considerado um dos mais promissores jogadores alemães dos últimos anos.

Inexplicavelmente Tiffert foi perdendo espaço no Stuttgart até ser vendido para o Salzburg da Áustria. Depois de uma temporada ruim no país vizinho, Tiffert voltou a Alemanha agora para atuar pelo Duisburg.

Apesar de titular da equipe das zebras, Tiffert, assim como a equipe, não empolga. Provavelmente o ano que vêm deverá disputar a segunda divisão com o Duisburg.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Até quando Jens Lehmann ?

Aparentemente Jürgen Klinsmann e seu assistente técnico Joachim Low acertaram quando promoveram Jens Lehmann a titular da seleção alemã na Copa de 2006.

O goleiro na época com 36 anos fez belas atuações, e de quebra defendeu dois pênaltis contra a Argentina nas quartas-de-final da competição.

Após a Copa do Mundo, Joachim Low promovido a técnico da seleção, deu declarações em que dizia que Lehmann seria o goleiro da Nationalelf na EuroCopa de 2008.

Infelizmente Lehmann não foi bem na temporada 2006-2007, e pior, na atual temporada amarga a reserva do irregular goleiro Almunia.

“Não podemos aceitar que a seleção alemã que sempre teve os melhores goleiros do mundo, tenha um goleiro reserva na sua própria equipe”.

A declaração de Oliver Kahn não foi mais uma daquelas declarações apenas para causar confusão com seu eterno rival Jens Lehmann. Kahn naquele momento representava boa parte da imprensa alemã e dos torcedores da Nationalelf.

Low apressou em tentar resolver a situação. Chamou Lehmann e disse que confiava nele, mas exigiu que ele arrumasse uma equipe para jogar, ou se não perderia o lugar de titular da seleção.

Lehmann aparentemente tinha entendido o aviso do comandante e começou a arrumar suas malas para deixar o Arsenal. Manchester City, Wolfsburg e Dortmund foram os times que estiveram próximos de contratar o goleiro. Michael Zorc, dirigente do Dortmund, chegou até a anunciar a contratação do veterano goleiro, que logo no outro dia foi desmentida.

A desculpa de Lehmann para ficar no Arsenal mesmo tendo que amargar a reserva foi que sua família estava acostumada com a vida em Londres, e que seria ruim se mudar para a Alemanha apenas por seis meses devido a EuroCopa.

Depois da justificativa ficou claro para mim que os dias de Lehmann na seleção alemã tinham acabado. Lehmann tem todo o direito de preferir ficar com a família ao invés de servir a seleção, é aliás uma grande prova de amor por seus familiares.

Ao mesmo tempo, a Alemanha necessitaria de um goleiro com uma postura mais profissional diante do desafio da Alemanha de conquistar a Eurocopa.

Low infelizmente perdeu a grande chance de demonstrar que a Alemanha tem um comandante forte. Na primeira convocação pós justificativa de Lehmann, o técnico da seleção alemã não só convocou Lehmann, como deu a ele a posição de titular.

A atuação de Lehmann foi patética. Se não fosse a Áustria uma seleção tão fraca, a Alemanha poderia ter terminado o primeiro tempo da partida tomando uma goleada histórica devido as falhas bizonhas de seu camisa 1.

Todos na Alemanha questionaram a atitude do técnico que nada disse a respeito após a partida.

No momento não podemos discutir se quem assumirá a camisa número 1 da Alemanha na Euro será Hildebrand, Encke ou Adler. Infelizmente ainda temos que esperar que Low cumpra sua palavra e dê aos melhores goleiros alemães, e que são titulares de suas equipes, a camisa número 1 da seleção.

Não se trata aqui de esquecer o passado de Lehmann e tudo que ele fez pela seleção. Se trata sim em querer o melhor para seleção alemã.

A Alemanha merece isso.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Contagem regressiva para o segundo turno da Bundesliga

Há sete dias do início do segundo turno da Bundesliga, toda atenção fica voltada para os dois principais candidatos ao título, Bayern de Munique e Werder Bremen.

Ao final do primeiro turno, as duas equipes terminaram empatadas, com a vantagem para os bávaros apenas no saldo de gols. Com isso era de se esperar que o segundo turno fosse tão disputado quanto o primeiro, com a decisão do campeão alemão saindo apenas nas últimas rodadas.

Caminhos opostos
Infelizmente não é essa a maior possibilidade. Caminhos opostos seguidos na pausa de inverno podem fazer com que o Bayern rapidamente dispare na frente e que o Werder Bremen aos poucos, tenha que se contentar com uma vaga na Liga dos Campeões.

Os gigantes da Baviera que vinham perdendo terreno rodada a rodada, aparentemente conseguiram resolver seus problemas internos e devem começar o segundo turno com toda a força.

A equipe aproveitou esse período, para fazer um intenso trabalho de recuperação física. O cuidado da equipe técnica com os jogadores era tão grande, que os atletas eram monitorados diariamente até no período de férias entre o natal e o ano novo.

O resultado é que os bávaros estão em plena forma. Jogadores que estavam machucados como Altintop, Jansen, Ribery e Podolski, ou estão totalmente recuperados ou em fase final do tratamento.

Outros problemas na equipe, como a briga por posições de titular e um certo mal estar de alguns jogadores com o técnico Ottmar Hiztfeld também foram resolvidos.

O Bayern agiu rápido. Primeiramente tratou de definir um novo técnico para a próxima temporada. Com isso trouxe os jogadores para próximo do atual técnico. Os jogadores prometeram ganhar tudo que for possível na temporada de despedida do treinador.

Além disso, os dirigentes avisaram que Klinsmann ainda não definiu com quais jogadores vai trabalhar na próxima temporada, com isso jogadores que as vezes se acomodavam na reserva da equipe vão ser obrigados a se esforçar mais para conquistar a confiança do novo técnico.

Já o Werder Bremen que estava jogando cada vez melhor e se aproximando perigosamente do líder Bayern, parece ter entrado em uma crise, com vários jogadores saindo, e com tantos outros se contundindo de uma forma um tanto estranha.

As seguidas contusões na equipe do Werder chegam a ser absurdas. Tim Borowski que joga sua última temporada na equipe, chegou a reclamar da maneira com que a equipe médica trabalhava com os jogadores contundidos.

Ivan Klasnic, foi outro que depois de brigar com o médico do clube, disse que gostaria de deixar o Werder Bremen.

Aparentemente os jogadores tem razão. É comum ver jogadores do Bremen ficarem meses afastados da equipe, e quando são liberados pelo departamento médico, precisam de poucas semanas para voltar ao estaleiro com o mesmo problema.

Casos como o de Frings (jogou apenas 4 jogos na temporada), Hunt (depois de quase 1 ano afastado voltou ao time, mas já está novamente machucado), Fritz (jogou apenas 7 vezes nesta temporada) e tantos outros, praticamente impedem que o técnico Thomas Schaff consiga colocar um time próximo do titular nas partidas.

Com um departamento médico tão recheado de jogadores, era de se esperar que os diretores da equipe segurassem seus jogadores, mesmo que reservas, para poderem encarar todo o segundo turno da competição.

Essa não parece ser a idéia dos comandantes do Bremen. Andreassen foi vendido ao Fulham, Carlos Alberto emprestado ao São Paulo, e o meia da seleção alemã Tim Borowski sairá ao fim da temporada sem que o clube ganhe um centavo na transação.

Com esse cenário, tudo indica que o título da Bundesliga voltará a Baviera. O Bayern de Munique demonstrou que não é apenas seu poder financeiro que faz a diferença. Os bávaros estão a frente também na organização do seu deparamento de futebol.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Klinsmann terá seu grande desafio


Conforme anunciado pela diretoria do Bayern de Munique, Jurgen Klinsmann será o técnico do time bávaro a partir de julho deste ano.

Klinsi substituirá Ottmar Hitzfeld, veterano técnico alemão que não conseguiu no período que está na equipe fazer a equipe da Baviera voltar a jogar o grande futebol que marcou o time nos últimos 20 anos.

A equipe do Bayern tem na atualidade, praticamente dois ótimos jogadores para cada posição. Muitos podem achar que isso tornará a tarefa de Klinsmann fácil, mas não é bem assim.

Podemos usar como exemplo o Chelsea. No ano passado, o time inglês já recheado de craques contratou dois dos melhores jogadores do Mundo: Ballack e Schevechenko. Ao invés de Mourinho conseguir vencer todos os torneios possíveis desde então, a equipe caiu em desgraça com brigas internas e guerras de vaidade.

O Chelsea perdeu o título inglês na temporada passada, não conseguiu o título da Liga dos Campeões, e começou mal a atual temporada. Resultado final: Mourinho demitido.

Klinsmann terá a mesma dificuldade no comando do Bayern de Munique, mas com um agravante. Quando saiu do Chelsea, Mourinho já estava consagrado como treinador, e a demissão não abalou a imagem do treinador português. Já Klinsmann, ainda tem muito a provar como treinador.

Na época em que treinava a seleção alemã, muitos diziam que Klinsmann era apenas um motivador, e que Joachim Low era o responsável pela parte tática da equipe. Klinsi terá que demonstrar que as demoradas conversas com Low na beira do gramado, não eram na verdade, instruções táticas vindas de seu assistente.

Acreditar nesta teoria, de que Klinsmann nada entende de tática, é ser muito simplista. O ex-jogador alemão pode ser talvez um pouco inexperiente, mas atuou em três da ligas mais difíceis do mundo (Alemanha, Itália e Inglaterra) por um longo tempo, e isso com certeza credencia um jogador inteligente como Klinsi era, a um cargo de treinador de futebol em grandes clubes europeus.

Aos 43 anos de idade, Klinsmann terá mais um grande desafio na carreira. Que ninguém duvide do ex-atacante da seleção alemã, ele venceu quase tudo que foi possível como jogador, e como técnico levou uma seleção alemã totalmente desacreditada ao terceiro lugar na última Copa do Mundo.

Ficha técnica de Klinsmann

Principais conquistas:
1990 – Campeão da Copa do Mundo na Itália
1991 – Campeão da Copa da Uefa (Inter de Milão)
1996 - Campeão da Copa da Uefa (Bayern de Munique)
1996 – Campeão da EuroCopa na Inglaterra
1997 – Campeão da Bundesliga (Bayern de Munique)

Clubes em que atuou:
1981–1984
Stuttgarter Kickers 61 (22)
1984–1989 Stuttgart 156 (79)
1989–1992 Internazionale 123 (40)
1992–1994 Monaco 65 (29)
1994–1995 Tottenham Hotspur 41 (21)
1995–1997 Bayern de Munique 65 (31)
1997-1998 Sampdoria 8 (2)
1997-1998 Tottenham Hotspur 15 (9)
2003 Orange County Blue Star 8 (5)

Obs.: Em azul o número de partidas pela equipe, entre parênteses o número de gols marcados

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O que esperar do Schalke na LC

Das três equipes alemãs que disputaram a Liga dos Campeões da Europa nesta temporada, apenas o Schalke 04 conseguiu passar para a fase de mata-mata da competição. O Werder Bremen ficou em terceiro no seu grupo e conseguiu uma vaga na Copa da Uefa. O Stuttgart nem isso, ficou em último em seu grupo e já está eliminada das copas européias nesta temporada.

Apesar de conseguir passar para a fase final, a campanha do Schalke 04 é bem decepcionante. Os Azuis Reais venceram duas partidas, empataram duas e perderam outras duas. Piora a situação o fato da equipe ter vencido apenas o fraco Rosenborg da Noruega. Contra Valencia e Chelsea, a equipe do brasileiro Diego, conseguiu no máximo um empate.

Com esse retrospecto é difícil imaginar que o Schalke tenha vida longa na competição. Serve de esperança para o técnico de Mirko Slomka o fato de a equipe estar em um momento ascendente na competição. Finalmente os Azuis Reais encontraram uma formação que dá aos meias melhor rendimento, e conseqüentemente maior possibilidades de gols para os atacantes.

A volta do lateral Pander e do volante Jones em janeiro, deve reforçar ainda mais a equipe.

Mesmo assim, os Azuis Reais não devem ir muito longe na competição. Manchester United, Arsenal, Chelsea, Barcelona e Milan, parecem estar muito a frente dos alemães.

Se o Schalke 04 for feliz no sorteio que definem os cruzamentos nas oitavas-de-final, pode conseguir chegar as quartas-de-final. Chegar as semi é um sonho alto demais até para os fanáticos torcedores de Gelsenkirchen.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Bayern perde força no final do primeiro turno

Estamos há duas rodadas do fim do primeiro turno. A luta pelo título da temporada 2007/2008 da Bundesliga está muito mais acirrada do que se imaginava. O Bayern que chegou a ter seis pontos de vantagem para o segundo colocado no começo da temporada, está agora apenas um ponto a frente do Werder Bremen.

Hamburgo e Leverkusen, terceiro e quarto colocados respectivamente, também tem chances de lutar pelo título, mas com elencos de menor qualidade, é difícil imaginar que o título não fique com Bayern de Munique ou Werder Bremen.

O Bayern de Munique enfrenta uma grande crise. O elenco milionário montado pelos bávaros não vem fazendo o que se espera dele. Todos imaginaram que o Bayern largaria na frente e que depois de dez ou doze rodadas, já estaria com o título praticamente assegurado.

A equipe até começou o campeonato jogando bem, venceu seus primeiros jogos, arrasou o Werder Bremen por 4 a 0 fora de casa, mas depois de algumas rodadas, a equipe começou a cair.

A situação começou a mudar na 11º rodada. Jogando contra o Dortmund fora de casa a equipe da Baviera só empatou, depois em casa contra o Frankfurt, outro empate de 0 a 0. Na seqüência a derrota de 3 a 1 para o Stuttgart decretou o fim da Lua de Mel entre o técnico Ottmar Hitzfeld e a torcida bávara.

Nas últimas duas rodadas o Bayern venceu, mas sempre jogando muito mal. As vitórias magras contra Wolfsburg e Arminia Bielefeld não melhoraram o clima na Baviera, até porque seu maior perseguidor, o Werder Bremen, também venceu.

Fim do primeiro turno pode ser a salvação do Bayern
Tudo que os dirigentes e torcedores do Bayern querem agora é o fim do primeiro turno. Passar a pausa de inverno na liderança facilitaria na organização da equipe e até em uma possível troca de técnico.

A tabela é favorável para o Bayern. Mesmo jogando mal a equipe tem jogos fáceis. Duisburg em casa e Hertha fora. Enquanto isso, o empolgado Werder Bremen terá duas pedreiras, Hannover fora e Leverkusen em casa.

Essa deve ser a salvação para um natal mais feliz na Baviera.

E Hitzfeld ?
A situação do técnico Ottmar Hitzfeld é complicada no Bayern.

Alguns jogadores estão insatisfeitos com a reserva. O treinador Hitzfeld não consegue dar um padrão de jogo a equipe e nem fazer o famoso de rodízio de jogadores.

O rodízio é muito importante para quem disputa três competições ao mesmo tempo, e também serve de motivação para jogadores que não costumam aparecer entre os 11 iniciais. Mas sempre que o técnico o faz a equipe cai muito de rendimento, fica parecendo que esse rodízio não é treinado durante a semana.

Afinal, como explicar Podolski jogar bem pela seleção e muitas vezes não ser sequer relacionado pelo técnico ? e Andreas Ottl que nas raras oportunidades que tem, joga bem, mas mesmo assim tem tão poucas chance entre os titulares ?

Ottmar Hitzfeld terá um mês e meio para fazer o time voltar a jogar bem e para arrumar boas explicações para a diretoria do clube.

Será que terá mesmo ?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

E agora Low ?

Terminada as eliminatórias para a Euro-2008, a Alemanha começa a se preparar para o torneio europeu que começa em junho do ano que vêm.

Tão importante quanto a Eurocopa, que será realizada na Áustria e na Suíça, será as eliminatórias para a próxima Copa do Mundo que começam logo após a competição continental.

Estaria a Alemanha pronta para as essas duas competições ?
A campanha do técnico Joachim Low a frente da seleção é muito boa. Em 18 jogos, foram 13 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas.

Sobre o comando de Low (foto), a Alemanha quebrou também o tabu de não vencer grandes seleções. A quebra do tabu ainda veio em grande estilo, contra os ingleses no novíssimo estádio de Wembley.

O atual retrospecto dos alemães, credencia a equipe a uma das favoritas ao título europeu e a uma das vagas européias para a Copa do Mundo de 2010.

Mas quais são os fatores que colocam os alemães nessa posição tão favorável no cenário europeu atual ?

Os dois fatores que mais chamam atenção positivamente no atual retrospecto alemão são: a segurança da sua defesa que dificilmente leva gols, e a manutenção do mesmo sistema de jogo, que mesmo com tantos desfalques motivados por contusão, não é alterado.

Defesa segura
A chave para o sucesso do sistema defensivo alemão se baseia na continuidade. Lehmann, Friedrich, Metzelder (foto), Mertesacker e Lahm há tempos jogam juntos pela seleção, e o entrosamento entre eles é muito grande.

Mesmo desfalcada vez ou outra de algum deles, Jensen, Castro, Pander, conseguem substituir os titulares sem comprometer a segurança da defesa.

Esquema tático
O outro fator de sucesso da equipe alemã é o sistema de jogo. Independente dos jogadores que tem a disposição, Low sempre trabalha com a equipe em um sistema 4-4-2.

O meio campo no sistema de losango, com um volante, dois meias pelas laterais, e um meia-atacante bem próximo dos atacantes nunca é alterado.

Serve como exemplo os jogos contra Chipre e Gales. Sem contar com Ballack (foto), Schneider e Schweinsteiger, Low preferiu improvisar Podolski no meio campo, ao invés de alterar o sistema de jogo da nationalelf.

Esse “engessamento” do sistema de jogo alemão pode até tornar a equipe mais previsível, mas em contra-partida, acaba por criar um padrão consistente de jogo.

Dessa forma, independente de jogar bem ou mal, nunca se pode dizer que os alemães estão "perdidos em campo", ou que a equipe "não tem padrão de jogo".

O time do ano que vêm
Considerando a atual má sorte dos jogadores alemães, que tem se contundido com uma freqüência fora do comum, vamos montar a provável seleção alemã para as competições do ano que vêm.

Segundo as convocações do técnico Joachim Low, também colocaremos aqui os mais prováveis substitutos para a equipe principal, bem como outros jogadores que vem sendo chamado com certa freqüência.

Equipe principal (a mesma da última Copa do Mundo):
Lehamann – Friedrich, Metzelder, Mertesacker, Lahm – Frings, Ballack, Schweinsteiger e Schneider – Podolski e Klose

Equipe reserva:

Hildebrand – Fritz, M.Friedrich, A. Friedrich*, Jansen – Hitzlsperger, Rolfes, Borowski e Hilbert – Mario Gomez e Kuranyi

Também convocados:
Enke (goleiro), Tasci (zagueiro), Castro (lateral), Pander (lateral), Trochowski (meio-campo), Jones (meio-campo), Kiessling (atacante), Hanke (atacante) e Helmes (atacante).

* Quando não atua pela lateral, A. Friedrich também pode atuar como zagueiro. O jogador do Hertha Berlin demonstra essa mesma flexibilidade na equipe da capital alemã.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O Bayern decepciona nesta temporada ?

O Bayern de Munique reuniu para essa temporada uma seleção mundial. Além dos grandes jogadores que a equipe já tinha em seu elenco, como Kahn, Lahm, Lucio, Sagnol, van Bommel, Schweinsteiger e Podolski, os bávaros trouxeram craques que seriam titulares na maioria das seleções do mundo.

Nomes como Ribery, Klose, Toni, Zé Roberto e Jansen, deixaram a equipe de Munique praticamente completa.

A superioridade dos bávaros fica mais evidente quando imaginamos qual seria a equipe reserva. Imagine um time com Rensing – Sagnol, van Buyten, Ismael e Lell – Altintop, Ottl, Sosa e Kroos – Podolski e Schlaudraff.

Com certeza esses jogadores que normalmente são reservas na equipe da Baviera, seriam titulares na maioria das equipes alemãs. Pensando desta maneira, surge a pergunta:
O Bayern está decepcionando nesta temporada ?

Se analisarmos que a equipe está invicta, tem oito vitórias e quatro empates, podemos dizer que não. Mas se pensarmos que os bávaros estão apenas dois pontos a frente do Hamburgo e quatro a frente do Werder Bremen na tabela, a resposta pode ser outra.

Se considerarmos ainda apenas os jogos contra outras grandes equipes da Alemanha, a situação do Bayern piora. Os bávaros disputaram quatro clássicos e empataram três deles, vencendo apenas um.

Não há dúvida que o Bayern fez ótimas atuações nesta temporada. Ninguém discute o talento de Klose, Toni, Ribery e Zé Roberto, e nem o futebol que eles vem demonstrando.

Mas porque então, tirando a goleada contra o Werder Bremen - talvez melhor atuação da equipe na temporada - os bávaros foram tão mal contra Hamburgo, Schalke 04 e Dortmund ? Porque o fraco desempenho contra o Estrela Vermelha da Sérvia, quando a equipe só conseguiu vencer nos descontos em uma falha do goleiro adversário ?

Talvez a explicação esteja na expectativa que gira em torno da equipe. A equipe gastou mais de 60 milhões de euros para disputar um campeonato em que os adversários ou são muito fracos ou não conseguem demonstrar todo o potencial que deles se espera (veja como exemplo a pífia atuação das equipes alemãs na Liga dos Campeões).

Isso faz com que à imprensa e a torcida esperem que o Bayern de Munique vença e jogue bonito sempre, tenha o artilheiro, a melhor defesa, vença os clássicos dentro e fora de casa e etc.

Como sabemos, mesmo uma equipe sendo muito superior às outras, na hora que “a bola rola”, essa diferença diminui muito. Normalmente o melhor vence, por isso que é relativamente fácil cravar que o Bayern vencerá a temporada 2007/2008 da Bundesliga.

O Bayern de Munique não decepciona, a equipe normalmente joga bem, obviamente em algumas partidas não tem um rendimento fantástico, mas se mostrou quase imbatível dentro da Alemanha até o momento. É difícil imaginar que os bávaros possam perder mais do que três ou quatro partidas na Bundesliga neste ano.

O único adversário que pode derrubar a equipe da Baviera, é a pressão que a sua própria torcida, diretoria e comissão técnica podem impor aos jogadores.

Essa semana já ouve uma pequena crise devido as duas partidas em que os bávaros não marcaram gols. Se a exigência for muito alta, o time estará sempre tenso, sempre achando que tem que render mais e que tem sempre que fazer atuações maravilhosas com lances geniais de seus jogadores.

Essa atitude, como o passar do tempo é ruim para o grupo, e pode criar uma instabilidade nos jogadores a ponto de eles não conseguirem render o suficiente para alcançar as vitórias tão necessárias para equipes campeãs.

Impedir que essa pressão prejudique os jogadores é o grande desafio que o técnico Ottmar Hitzfeld terá a frente da equipe da Baviera.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Quem ainda briga pelo título da Bundesliga ?

Desde o começo da temporada, o grande desafio para os especialistas em futebol alemão era descobrir qual equipe poderia disputar com o Bayern de Munique o título da temporada.

Depois de 11 rodadas, ou seja, praticamente um terço da competição, já dá para dizer que apenas duas equipes ainda sonham em tirar o título dos bávaros. Para outras duas apontadas como favoritas no início da competição, o sonho do título fica para o ano que vêm.

Cartas fora do baralho
Com poucas rodadas disputadas, o Stuttgart, um dos favoritos já estava fora da luta pelo título. O atual campeão alemão tropeçou no começo da temporada, e com apenas seis partidas disputadas, e três derrotas, os schwaben já davam adeus ao bi-campeonato.

O técnico Armie Veh acreditou que o elenco era suficientemente bom para tentar o bi-campeonato, com isso foram feitas poucas contratações. Para piorar a situação, Basturk e Ewerton, que vieram para serem titulares da equipe, nada produziram até agora.

O Schalke começou bem a competição, apesar de um ataque que faz poucos gols, se manteve invicto até a 10º rodada, quando foi derrotado pelo Karlshruhe em casa.

Mesmo perdendo apenas uma partida, os azuis reais, venceram pouco, apenas quatro vezes. Depois do empate deste final de semana, o sexto da equipe na competição, e com nove pontos de desvantagem para o líder Bayern de Munique, até o diretor esportivo Andreas Muller, jogou a toalha e admitiu que a equipe esta fora da briga pelo título.

Duas equipes ainda tem cartas na manga
O Werder Bremen apresenta invariavelmente nos últimos anos o futebol mais bonito da Alemanha. Este ano a equipe começou mal a competição, e com vários titulares machucados, o início da temporada dos verdes foi muito inconstante. A equipe se recuperou, e há seis rodadas não perde, conquistando neste período quatro vitórias.

Os comandados de Thomas Schaff estão seis pontos atrás dos bávaros e com a volta do atacante Klasnic, ainda podem sonhar com o título.

O Hamburgo está apenas quatro pontos atrás do Bayern de Munique. Com cinco vitórias nos últimos seis jogos, o Hamburgo surpreende a todos na Bundesliga. A equipe do técnico Thomas Doll passou quase toda temporada passada na zona de rebaixamento, e depois de uma fantástica recuperação, conseguiu até uma vaga na Copa da Uefa.

Sem grandes contratações para esta temporada, e com seu melhor jogador, van der Vaart, claramente insatisfeito por não ter sido negociado com o futebol espanhol, poucos acreditavam que o HSV estivesse tão bem colocado após 11 rodadas.

Enquanto se insiste em apostar em Werder e Schalke 04 na luta contra o Bayern pelo título alemão, o Hamburgo com apenas um jogador acima da média, van der Vaart, e com um futebol pragmático e pouco empolgante, é no momento o grande adversário do time da Baviera pelo título.

Essa é a grande vantagem do HSV - a equipe corre por fora. Talvez quando Werder e Schalke acordarem para a força do conjunto do Hamburgo, seja tarde demais para alcançá-lo.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Werder Bremen embala na Bundesliga

Depois de um começo instável, quando conseguiu apenas 7 pontos em cinco jogos, o Werder Bremen parece ter encontrado o caminho certo no campeonato alemão

Só para se ter uma idéia da diferença da atual fase da equipe em relação ao começo titubeante das primeiros cinco rodadas, nos últimos cinco jogos os verdes ganharam quatro vezes e empataram uma, somando 13 pontos. Destaque ainda para os gols marcados. O Werder Bremen marcou 19 gols em cinco partidas, uma média de quase 4 gols por jogo.

O problema do Bremen para o mal começo de temporada era o número de jogadores contundidos. A equipe do técnico Thoas Schaff chegou a entrar em campo sem seis titulares em algumas rodadas da competição.

Agora com a recuperação de boa parte do elenco, o Bremen começa a reagir e desponta a frente de Schalke 04 e Hamburgo, como o principal concorrente do Bayern de Munique na disputa do título alemão.

Frings, Borowski (foto) e Fritz, todos da seleção alemã, já voltaram a equipe. O bom atacante Klasnic já treina com a equipe e deve voltar muito breve a posição de titular no ataque. Owomoyela e Womé freqüentemente relacionados entre os titulares estão em fase final de recuperação. Com isso, apenas o jovem e habilidoso atancante Aaron Hunt ainda ficará fora da equipe por um bom tempo.

Já a seis pontos de distância do Bayern, é difícil imaginar que a equipe dos brasileiros Diego, Naldo e porque não de Carlos Alberto, consiga fazer frente aos bávaros, mas essa recuperação cria uma sensação que a disputa do título poderia estar mais acirrada caso tantos problemas de lesão não tivessem atrapalhado a equipe no começo de temporada.

Resta aos que gostam de um campeonato equilibrado torcer para que o Bremen possa continuar nesse ritmo e que não dê aos Bávaros a chance de comemorar o título com muitas rodadas de antecedência.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Geração 2014

Para os que amam futebol e principalmente a Copa do Mundo, é comum fazer previsões de como estarão as seleções para a “próxima copa do mundo”. Quais jovens jogadores estarão no auge da forma e farão a diferença para suas seleções, e quais outros, infelizmente não terão mais idade para poder desfilar seu talento pelos sagrados gramados de uma copa.

Prever a seleção alemã para a copa do mundo de 2010 é relativamente fácil. Schweinsteiger, Podolski, Gomez, Hitzlperger, Lahm e Hildebrand, estarão próximos dos 28 anos, idade que em teoria é considerada o auge para um jogador profissional.

Claro que há surpresas, claro que eventualmente um jogador que atualmente jogue em um time amador pode ser destaque da seleção, assim como algum desses bons jogadores que citamos acima pode entrar em desgraça, e talvez esteja jogando em algum time de uma liga amadora.

Difícil é imaginar a equipe de 2014. A chance de erro é maior ainda, mas as seleções sub-21 e até a sub-17 da Alemanha, já podem nos dar algumas demonstrações de quem entrará em campo daqui há 7 anos na Copa do Mundo do Brasil. Maracanã, Morumbi, Mineirão ou em outro qualquer estádio brasileiro, vamos mostrar quem são os jovens talentos que podem fazer a diferença para os tri-campeões do mundo. Aliás, até lá, quem sabe não serão eles tetra-campeões mundiais. Vamos a eles:

Mesut Ozil
Meio-campo
19 anos – Schalke 04
Jogos pela Bundesliga
*: 25

Ozil é um dos grandes nomes para o futuro do meio-campo da seleção alemã. Jogador de muita habilidade, tem grande visão de jogo e velocidade. Com apenas 19 anos, já está na sua segunda temporada pelo Schalke 04.

O talento de Ozil fez com que os dirigentes do Schalke 04 ficassem tranqüilos para liberarem o brasileiro Lincoln para o futebol turco. Ozil, ainda alterna bons e maus jogos, também sofre com marcações muito cerradas, mas com tão pouca idade, tem tudo para ser o maestro da Alemanha em 2014.

Manuel Neuer
Goleiro
21 anos – Schalke 04
Jogos pela Bundesliga*: 36

A temporada de 2006 começou com o experiente goleiro Rost no gol do Schalke 04, mas bastou ele ficar de fora da segunda e terceira rodada, para que o jovem goleiro Manuel Neuer assumisse a posição de titular da equipe.

Muitos acharam arriscado um garoto de apenas 20 anos como titular de um dos times de maior torcida na Alemaha. Mas Neuer não se intimidou, e foi um dos maiores destaques da temporada. Rost, não aguentou a reserva e pediu para ser negociado, hoje defende outro grande, o Hamburgo.

Em 2014, com 28 anos, Neuer tem tudo para ser o titular da seleção na Copa do Brasil, mas Rensing do Bayern de Munique, e Adler do Bayer Leverkusen, os dois igualmente jovens, devem ser adversários a altura de Neuer pela vaga de titular da seleção alemã.


Rouwen Hennings
Atacante
20 anos – Osnabrück
Jogos pela Bundesliga*: 9

O atacante alemão Rouwen Hennings, foi formado nas categorias de base do Hamburgo, emprestado nesta temporada ao Osnabrück da segunda divisão, precisou de apenas duas partidas para se tornar titular da equipe. Hennings, é um dos poucos destaques da equipe da segunda divisão, que ocupa apenas a 15º posição no campeonato.

Pelas eliminatórias da Euro sub-21, vem crescendo a cada jogo, já tem cinco gols na competição em apenas três partidas. Com poucas boas opções para o ataque alemão em vista, Rouwen Hennings tem tudo para ocupar o lugar de Klose, que em 2014 provavelmente já terá pendurado as chuteiras.


Gonzalo Castro
Defensor
20 anos – Bayer Leverkusen
Jogos pela Bundesliga*: 69


O lateral Gonzalo Castro tem apenas 20 anos, mas por incrível que pareça, já está na sua quarta temporada na Bundesliga. Castro estreou na equipe no dia 21 de janeiro de 2005, aos 17 anos, o que é raro para os padrões alemães. Duas rodadas depois se tornou titular da equipe, posição que ocupa até hoje.

Com 69 partidas na Bundesliga, Castro já acumula boa experiência, tanto é que ultimamente não é chamado mais para a seleção sub-21, sendo utilizado na equipe principal de Joachim Low. O lateral direito da seleção alemã, Phillip Lahm, terá muito trabalho para se manter como titular se Castro continuar melhorando seu futebol jogo a jogo. Castro, mesmo tão jovem, faz parte do time ideal da Revista Kicker até a nona rodada.

O defensor do Leverkusen teve que resolver um dilema dois anos atrás. A Federação espanhola de futebol tentou convencê-lo a defender a seleção da Espanha, para o bem do futebol alemão, Castro preferiu seguir vestindo a camisa alemã.


Patrick Ebert
Meio-campo
20 anos – Hertha Berlin
Jogos pela Bundesliga*: 28


Formado nas categorias de base do Hertha Berlin, Patrick Ebert é um meia moderno. Com a bola nos pés prefere partir em direção ao gol, ao invés de tentar lançamentos em profundidade. Com muita boa técnica, e boa capacidade de finalização, lembra um pouco o estilo do jogo de Schweinsteiger do Bayern de Munique.

O jovem berlinense, já está na sua segunda temporada como titular do Hertha, e ao lado do brasileiro Gilberto, é o responsável pelo sistema de criação da equipe da capital. Pela seleção sub-21, atua ao lado de Ozil, na armação das jogadas.


Andreas Ottl
Volante
22 anos – Bayern de Munique

Jogos pela Bundesliga*: 37

Andreas Ottl estreou na equipe de Munique em agosto de 2005. A temporada de 2005/2006 teve outro sabor especial para Ottl. Na penúltima rodada da competição, o jovem volante alemão fez o gol que deu o título da temporada para o Bayern.

Na temporada passada foi titular em praticamente todo o campeonato alemão, mas como todo o resto da equipe não foi muito bem. Nesta temporada, amarga a reserva em um meio campo com jogadores de tanto talento como Zé Roberto, Schweinsteiger, Ribery, van Bommel e Altintop.

Mesmo assim, sempre que entrou foi bem. Marcou um golaço na segunda rodada da competição. Na partida contra o Nuremberg foi titular deixando van Bommel no banco. Nessa partida o garoto formado nas categorias de base do Bayern, foi muito bem e mostrou que van Bommel e Zé Roberto vão ter que suar muito para terminar a temporada como titulares.


Toni kroos
Meio-campo
17 anos – Bayern de Munique
Jogos pela Bundesliga*: 1


Toni Kroos apareceu para o mundo do futebol no último mundial sub-17. Jogador de extrema qualidade técnica, ótimo passe e poderoso arremate, Kroos faz lembrar o fantástico capitão da seleção alemã de 1990, Lothar Mathaus. Kroos foi o maior responsável pelo terceiro lugar alcançado pela Alemanha na competição, de quebra levou o prêmio de melhor jogador do torneio. O prêmio ganha mais valor ainda, levando em conta que os alemães se quer chegaram na final.

Meses antes da copa do mundo sub-17, Kroos já impressionava o público mais atento aos jogos de preparação da equipe do Bayern de Munique para a atual temporada. Com vários jogadores machucados, Kroos viajou com a equipe e impressionou a todos. Ottmar Hitzfeld, técnico da equipe bávara, disse: “é um jogador de raro talento, com certeza será titular da seleção alemã um dia”.

Pela equipe principal já atuou em uma partida. Na ocasião entrou faltando quinze minutos, foi o tempo necessário para dar duas assistências perfeitas para Klose marcar. Em jogo já decidido da Copa da Uefa, Kroos também entrou para ganhar mais experiência.

Se Kroos continuar demonstrando esse grau de evolução, talvez possa até estar presente na equipe principal alemã na Copa de 2010. Se fizer isso, já ultrapassará Mathaus em pelo menos um quesito. Mathaus disputou sua primeira copa do mundo com 22 anos. Em 2010, Kroos terá apenas 20.



* Somados jogos da primeira e segunda divisão. Não estão sendo considerados jogos realizados por Times B, e nem por divisões inferiores.